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Detox

detox do guarda roupa

Aprenda o método de limpeza do guarda roupa em 5 passos

Em 2016 iniciei uma longa e divertida jornada no meu guarda roupa.

No início deste mesmo ano, a insatisfação com o que tinha no meu armário tomou proporções maiores e decidi investigar o motivo. A verdade era que meu guarda roupa era cheio de peças aleatórias, nada ligando a nada e que de vez em quando consiguia fazer uma combinação maravilhosa.

Naquele ano a palavra “armário capsula” estava em voga e expressei um certo encatamento em poder ter o guarda roupa capsula. Mas percebi que o buraco era mais embaixo, era na autoestima e em não entender o meu estilo de vida.

Comprei o primeiro livro para me ajudar: Vista quem você é, das meninas do Oficina de Estilo, que me abriu os olhos para um monte de coisas as quais nunca havia estudando em mim e no meu guarda roupa. Depois procurei alguns blogs como o Into Mind da Anuschka Rees e o The Private Life of a Girl. Meu segundo livro para entender mais sobre estilo foi da Nina Garcia, do reality show Project Runway, A Estratégia de Estilo, o que também deu um ajutório muito bom nas minhas inseguranças e fase de descoberta e aprimoramento do meu estilo.

A primeira dica muito comum em todas as minhas fontes bibliográficas foi: revise o que tem. Parece óbvio, mas antes de começar a jogar peças fora a gente precisa saber o que tem no nosso guarda roupa.

E, pam pam pam! Para a minha surpresa, no meu armário haviam peças que eu nem sabia que havia comprado. Peças que não usava há mais de 2 anos. Peças rasgadas, desbotadas ou com defeitos. Peças que eu esperava pelo momento certo para usar e algumas até estavam com tag e preço.

O primeiro método de limpeza que usei nessa revisão foi o método dos 5 passos e segue todo o processo para vocês fazerem num dia tranquilo, com lanchinhos e boa música, afinal, essa é uma etapa do aprimoramento de estilo que não é fácil e às vezes pode ser demorada. Então, preparei uma playlist para você ouvir durante essa limpeza chamada Fashion Detox, clique aqui para salvar e ouvir.

SEMPRE, ÁS VEZES & NUNCA

Você pode começar separando o guarda roupa em três sessões:

– roupas que sempre visto
– roupas que ás vezes visto
– roupas que nunca visto

O MÉTODO DE LIMEPZA DE 5 PASSOS

Resultado de uma das minhas limpezas de 2016.

1. Esvaziar

Tire tuuuuudo de for a do armário e comece a separar as roupas em dois montes, as que ficam e as que vão embora.

2. Analisar

Experimente tudo e seja bem honesta e crítica com você, defina seu estilo.

3. Organizar

Identifique as roupas básicas e estabeleça composições; organize o espaço para que as roupas sejam encontradas com facilidade.

4. Modificar

Separe os itens que precisam ser concertados e veja se você mesmo pode reparar ou precisará levar para terceiros, também seja sincero e veja se você terá tempo e “saco” de levar os itens para o concerto. Eu sempre dizia que ia levar para reparar e as roupas ficavam empilhadas no meu guarda roupa, não faça o mesmo.

5. Dizer Adeus

Seja forte e mantenha apenas os itens que fazem você se sentir bem.

Perguntas a serem feitas:

1. Eu visto essa peça regularmente? Se não, porque?
2. Esse item se encaixa no meu estilo pessoal?
3. Posso criar vários looks com essa única peça?
4. É confortável e veste bem? Eu me sinto bem vestindo?
5. Eu amo vestir esse item ou eu só gosto da aparência dele no cabide?

Para fazer uma limpeza mais efetiva no meu guarda roupa, também usei o método “Ás vezes, Sempre e Nunca”. Sempre tem aquelas peças que você não consegue se livrar, mas é necessário. Se estiver nessa situação, como eu estava há semanas atrás faça isso:

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E foi assim que eu consegui liberar mais de 60% das roupas presas do meu guarda roupa. Fiquei chocada ao separar dois sacos de 30L só com roupas que eu não usava, algumas nem sabia da existência. Imagine o tanto de energia presa?

Arrivederci!

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Detox como estilo de vida

Mais que um suco: Detox como estilo de vida • blog fashion detox

O processo de detox é associado com a remoção de algo prejudicial ou uma substância tóxica que está em seu corpo.

Para quem acompanhou o blog ano passado, viu que eu passei o ano fazendo detox no guarda roupa e das redes sociais. Todo meu ano foi voltado nisso, em limpar energias, em simplificar a vida, em ter mais consciência das minhas ações, seja ela no consumo, na alimentação e na comunicação com pessoas.

A Trend Tank, uma agência de consultoria do futuro e curadoria em branding, foi mais além do significado que temos de detox.

Mais que o escapismo de uma sociedade caótica, da consciência mental e corporal, a tendência detox abrange o que NÓS fazemos de mal e tóxico para a natureza. Do que adianta um consumo consciente se a indústria da moda é a que mais polui o planeta com petróleo?

E é escapar do mundo mainstream para encontrar um estilo de vida mais minimalista, comprar menos e consumir melhor que os Millennials estão em busca. É com produtos comercializados como éticos, sustentáveis e ambientalmente amigáveis que eles estão dispostos a gastar. São com experiências de meditação, desintoxicação e bem estar que eles preferem investir.

 

 

1 – Escapismo

Achar o equilíbrio nos tempos modernos não é fácil. A vida fica ocupadíssima de tarefas e nossas mentes pensam cada vez mais em como escapar desta rotina diária por uma semana desintoxicando da cidade.

 

2 – Slow Living

O slow living é um reflexo da evolução que nós estamos passando como sociedade ao fazermos essas mudanças em todas as áreas de nossas vidas, dos nossos carros, nossos armários, locais de trabalho, para a forma como aproveitamos nosso tempo livre e de lazer. O slow living sugere uma vida inspirada por valores simples e reais. Uma vida minimalista. Fácil de ser vivida, sem complicações.

 

3 – Slow Fashion

O slow na moda é um movimento sustentável, uma alternativa à produção em massa, que vem ganhando força e veio pra ficar, juntamente com o estilo de vida slow. A indústria mainstream da moda depende da produção em massa, onde oferecem preços muito baixos e coleções semanais com o objetivo de seduzir a comprar bem mais do que precisamos. Esse consumo excessivo traz um preço oculto para o meio ambiente e para os trabalhadores da cadeia de produção. Por isso a moda slow representa todas as coisas “eco”, “ética” e “verde” em um movimento unificado.

 

4 – TrueCost

TrueCost é um documentário que denúncia a indústria Fast Fashion. Foi gravado em diversas localidades do mundo procurando abordar os diferentes aspectos e impactos da indústria da moda em nossa sociedade. Na busca pelo menor preço, as grandes marcas de moda buscam países com mão de obra barata e submetem seus empregados a condições de trabalho inseguras e que beiram ao trabalho escravo. TrueCost ainda aborda as consequências danosas desse consumo desmedido, como esgotamento dos recursos naturais, o uso de pesticidas e sementes modificadas geneticamente para manter a produção de algodão alta o suficiente para atender a demanda da produção, a consequente poluição do meio ambiente e problemas de saúde decorrentes dessa poluição.

 

5 – Beleza natural

Nós estamos tomando consciência dos danos que causamos pela nossa forma de produzir. Por isso estamos, cada vez mais, tomando consciência para assegurar que tudo que nos rodeia é feito de maneira ética e sustentável, e que quanto mais próximo do natural, melhor. Além do quimicamente e ecologicamente natural essa tendência está sendo presente na área de beleza também. No Bate Papo do Barra Fashion Days, que teve em abril, com Vanessa Rozan e Fabiana Gomes sobre as tendências de maquiagem, elas reforçaram ainda mais sobre a questão da beleza natural. É cada vez menos fazer sobrancelhas padrão, mais pele natural, orgânica, poros, sardas, tapar/enganar menos, valorizando o brilho natural que a nossa pele tem.

 

6 – Alimentação saudável

A consciência de que alimentos orgânicos não são apenas saudáveis, mas também eco sustentáveis fez o aumento desses alimentos no país. As plantações orgânicas apresentam um ritmo de produção distinto da agricultura tradicional pelo tempo, que é mais lento, e também pelo uso dos recursos naturais. Um exemplo dessa consciência são as hortas colaborativas que estão surgindo em condomínios e bairros.

 

Com a conscientização dos efeitos causados por conta do consumo destrutivo, as pessoas estão se desintoxicando de tudo que possa ser prejudicial a elas e ao planeta. As pessoas estão dispostas a comprar menos e comprar com qualidade.

Tudo está vinculado ao minimalismo. Gasto mínimo em tempo, dinheiro, menos desperdício. Desintoxicar de todos os nossos impulsos e outros comportamentos de consumo se tornou a prioridade de muitos.

Entre comportamento de consumo e mídia, nós queremos reduzir tudo para uma vida simples.

Qualquer coisa que pareça ameaçador e nocivo para si será eliminado. E é por isso que as práticas de mentalização, meditação se tornaram mais frequentes entre jovens. Fugir do mundo comum para achar seu centro. Se tornar mais consciente de si e de todas as decisões e de como elas impactam a saúde mental, corporal e nossos arredores.

Hoje buscamos formas de aumentar a harmonia no nosso estilo de vida para proteger nossas mentes, energizar nossos seres, nutrir nossos corpos e enriquecer nossas almas. Como resultado do paradigma da hipermodernidade líquida, o círculo do bem-estar é um equilíbrio fluido entre minimal e ornamental, lento e rápido, natureza e cultura, retiro e conexão, passado e futuro.

Em um mundo constantemente conectado, parece difícil ficar offline e nessa constante necessidade de bem-estar tendemos a desejar uma casa que nos dê paz e harmonia. Vale salientar que a “casa” não está apenas ligada ao nosso lar onde vivemos, mas tudo o que convivemos.

Exemplo:

De 2015 à 2016 surgiu uma tendência de estética “clean” no Instagram onde o perfil é tomado por fotos com grandes espaços em branco. O que muitos não perceberam é a paz causada em perfis que utilizam dessa estética, e essa sensação de limpeza de algo que é seu está incluso na palavra casa. Entendeu agora?

Claro que, em uma era de excesso de informações, as pessoas vão encontrar descanso na casa, onde seus móveis, tecidos e produtos de design são infundidos com perfume ou revelam texturas que apelam para o bem-estar.

 

 

CORES, MATERIAIS, FORMAS e SENSAÇÕES:

Texturas naturais e orgânicas serão apreciadas. Uma paleta neutra com tons de pele e um ponto de cor são desejáveis e relacionados à esse comportamento de detox. A compra de um modo de vida equilibrado e harmonioso, a ênfase será colocada em trazer o elemento humano de volta ao design.

PROTEGER

A tendência é toda sobre proteger nossas necessidades físicas, mas sobretudo psicológicas. As cores aqui refletem a ideia de pureza, leveza e silêncio, quer encontrada à luz do dia ou à noite.

Esta tendência prediz um design estético limpo, ou nítido, discreto. Ele vai de mãos dadas com uma versátil gama de produtos de bem-estar e programas de desintoxicação. Como mercadoria valiosa e rara, o silêncio ocupa um lugar central.

Torna-se um antídoto para um mundo onde estamos constantemente conectados e cada vez mais sentir o desejo de desligar e fazer-nos algum bem.

Não é a toa que o minimalismo está em evidência.

Não é a toa que você quer um tênis ou bota branca.

Não é a toa que o look total white está na moda.

 

NUTRIR // design sensorial

As paisagens urbanas e naturais convergem e geram um mundo novo e sustentável. O foco é tornar as áreas verdes. A ênfase é no verde com cores que celebram a beleza de uma tonalidade verde e seus elementos ambientais como terra, pedra, castanho escuro e cinza, em harmonia com elementos como o solo.

Os materiais naturais são acoplados com o projeto pioneiro. Produtos artesanais desempenhar um papel especial no processo, acentuando a beleza da fonte.

Não é a toa que você está amando colecionar cactos e suculentas.

Não é a toa que a Pantone elegeu o verde Greenery como a cor de 2017.

Não é a toa que os palettes tomaram conta da decoração de muitas casas.

 

Nada é a toa. Fiquem atentos aos sinais.

Fotos por Mariana Teles
Imagens da Unsplash