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Atualizando um armário cápsula

Atualizando um armário cápsula pode ter seus desafios quando se deseja consciência nas peças que compra e aquele precinho!


Com a mudança de país, cultura e climática senti a necessidade de atualizar o meu armário cápsula. Cheguei a um ponto de não me identificar mais com algumas peças do meu guarda roupa e comecei vagarosamente à atualizar também o meu estilo pessoal.


O que é um armário cápsula?

Na década de 70 a guru britânica Susie Faux criou o termo armário cápsula para representar um guarda roupa funcional onde diversos itens que nunca saem de moda e podem ser usados como peças de estação. Peças como mente recomendada para armário cápsula férias retas, camisas brancas e outros itens avulsos, simples e versáteis. Em geral, as peças desse guarda-roupa eram para funções básicas, nada statement, e nenhuma peça chave. 

Hoje a visão do armário cápsula mudou um pouco. Sendo considerado um armário que tenha de 20 a 40 peças, incluindo sapatos e casacos mas sem contar acessórios e itens especiais, como lingerie, roupa de academia ou pijamas.

Como você só usa uma pequena seleção de peças, precisa sempre renovar seu armário cápsula para que esteja de acordo com a estação. Cada vez que o faz, escolhe peças de outra parte do guarda-roupa, ou de onde quer que estejam guardadas. Então o armário cápsula é essencialmente a parte “ativa” do seu guarda-roupa e ele deve se sustentar sozinho durante toda estação.


Como avaliar a qualidade de uma peça?

Experimentar as peças é um passo fundamental para avaliar a qualidade da mesma.

Aprender a avaliar a qualidade de uma aquisição em potencial vai ser a melhor ferramenta para você se tornar especialista em encontrar bons produtos em todas as faixas de preços.

Para montar um guarda-roupa perfeito:

1) você precisa conseguir diferenciar um item durável e bem feito de um que parece bonito mas não vai sobreviver muitas lavagens;

2) também é necessário estabelecer prioridades ao decidir em quais itens investir um pouco mais de tempo (e dinheiro) e quais itens você não se importaria de substituir depois de algumas estações.

Uma peça de qualidade vai durar mais do que algumas estações, tem tecido gostoso, costuras bem-feitas e detalhes bonitos. Analise: tecido, costura, alfaiataria, forro e detalhes como botões e bolsos. 

A qualidade e o preço de um item nem sempre estão relacionados. Algumas peças são mais fáceis de produzir do que outras, e esse é o motivo pelo qual é possível encontrar itens bem-feitos a preços razoáveis. Assim, o fato de algo ser caro não quer dizer que o dinheiro foi utilizado para produzir algo de qualidade.


Adquira o hábito de inspecionar cada aquisição em potencial, independente do preço e da marca.


Manter e atualizar o guarda roupa

O ideal é que de duas a quatro vezes ao ano a gente faça aquela revisada minuciosa no guarda-roupa. É aquele momento de analisar o que usamos e não usamos e revisar nosso estilo pessoal para planejar-nos para a próxima estação.

Se você mora em um local que há mudanças climáticas extremas é necessário revisitar o seu armário 4x ao ano. Esse não era o meu caso em Salvador, mas ao me mudar de país tive de encarar climas extremos e o meu guarda-roupa não estava (e ainda não está) preparado para isso.

Atualmente estou no finalzinho do verão, as minhas roupas de inverno estão todas guardadas na parte de cima do guarda roupa e a preparação que estou fazendo é para a cápsula de outono/inverno.

Calça de veludo – Achadinho da última semana de saldos.

A primeira coisa que fiz foi olhar os moodboards do Pinterest procurando minhas inspirações de outono e inverno. Depois passei a pesquisar nas lojas online de fast fashion as possibilidades que tenho. Após identificar as minhas peças favoritas, eu faço uma visita às lojas para experimentar a peça, sentir o tecido de perto, observar costuras, acabamentos e o caimento da peça no corpo. 

Também estou desintoxicando o guarda-roupa. Como falei, desde que cheguei aqui eu mudei bastante e algumas peças que trouxe do Brasil já não representam o meu estilo. Então estou separando peças de roupas e calçados, que não me fazem mais feliz, para doação.

A próxima coisa a se fazer ao atualizar um armário cápsula é reservar um momento para definir paleta de cores e fórmulas que irá se usar na estação. Quais serão as peças básicas, chave e statement que melhor refletirá o estilo que deseja alcançar.


Atualizando o meu armário cápsula

Aproveitei a última semana de saldos para adquirir algumas peças que para mim eram prioridades.

Portanto, iniciei com prioridades: ainda estou no verão e sentia falta de t-shirts básicas que dão para todas as situações. Foi a primeira coisa que comprei! Três t-shits básicas para ir trabalhar e que posso usar também no outono/inverno.

Ao mesmo tempo comprei uma calça de veludo de cintura alta para ajudar também com os looks para o trabalho.

O próximo passo é de comprar pelo menos dois vestidinhos e duas saias não só para aproveitar setembro que ainda é um mês quente, como também brincar com sobreposições durante outubro e novembro.

Por isso, as sobreposições escolhidas foram um blazer e trench.

Já comprei uma malha vermelha de lã em fast fashion, sempre olhando para a qualidade do produto. Além disso, comprei casacão de inverno, no brechó de uma amiga, o que já reduz os meus gastos que seriam alto com peças invernais.

Os meus calçados também gritam socorro! Morar em Guimarães, cidade cheia de ladeiras, me fez abolir as duas botas de salto que trouxe. Não dá para ficar confortável, e os meus tênis estão caindo em pedaços.

Por isso, o meu plano é em setembro comprar um tênis bom de caminhada. Estou apaixonada pelo Puma Cilia e estou pensando seriamente em comprá-lo!

Também procuro uma sandália para o verão, mas na altura em que estamos, esse item fica para o próximo verão. E em outubro, vou pesquisar a bota de cowboy para arrasar no inverno!


Uma fórmula de look para o trabalho e universidade.

Em síntese, este é o meu plano e a próxima atualização será um pouco antes da chegada do inverno. O planejamento será entorno do frio que faz em Guimarães, e de viagens que farei para países que tendem a nevar. 


O que vocês mais gostaram deste post e quais outras informações sobre armário cápsula vocês procuram?

consumo consciente, detox do guarda roupa

Detox como estilo de vida

Mais que um suco: Detox como estilo de vida • blog fashion detox

O processo de detox é associado com a remoção de algo prejudicial ou uma substância tóxica que está em seu corpo.

Para quem acompanhou o blog ano passado, viu que eu passei o ano fazendo detox no guarda roupa e das redes sociais. Todo meu ano foi voltado nisso, em limpar energias, em simplificar a vida, em ter mais consciência das minhas ações, seja ela no consumo, na alimentação e na comunicação com pessoas.

A Trend Tank, uma agência de consultoria do futuro e curadoria em branding, foi mais além do significado que temos de detox.

Mais que o escapismo de uma sociedade caótica, da consciência mental e corporal, a tendência detox abrange o que NÓS fazemos de mal e tóxico para a natureza. Do que adianta um consumo consciente se a indústria da moda é a que mais polui o planeta com petróleo?

E é escapar do mundo mainstream para encontrar um estilo de vida mais minimalista, comprar menos e consumir melhor que os Millennials estão em busca. É com produtos comercializados como éticos, sustentáveis e ambientalmente amigáveis que eles estão dispostos a gastar. São com experiências de meditação, desintoxicação e bem estar que eles preferem investir.

 

 

1 – Escapismo

Achar o equilíbrio nos tempos modernos não é fácil. A vida fica ocupadíssima de tarefas e nossas mentes pensam cada vez mais em como escapar desta rotina diária por uma semana desintoxicando da cidade.

 

2 – Slow Living

O slow living é um reflexo da evolução que nós estamos passando como sociedade ao fazermos essas mudanças em todas as áreas de nossas vidas, dos nossos carros, nossos armários, locais de trabalho, para a forma como aproveitamos nosso tempo livre e de lazer. O slow living sugere uma vida inspirada por valores simples e reais. Uma vida minimalista. Fácil de ser vivida, sem complicações.

 

3 – Slow Fashion

O slow na moda é um movimento sustentável, uma alternativa à produção em massa, que vem ganhando força e veio pra ficar, juntamente com o estilo de vida slow. A indústria mainstream da moda depende da produção em massa, onde oferecem preços muito baixos e coleções semanais com o objetivo de seduzir a comprar bem mais do que precisamos. Esse consumo excessivo traz um preço oculto para o meio ambiente e para os trabalhadores da cadeia de produção. Por isso a moda slow representa todas as coisas “eco”, “ética” e “verde” em um movimento unificado.

 

4 – TrueCost

TrueCost é um documentário que denúncia a indústria Fast Fashion. Foi gravado em diversas localidades do mundo procurando abordar os diferentes aspectos e impactos da indústria da moda em nossa sociedade. Na busca pelo menor preço, as grandes marcas de moda buscam países com mão de obra barata e submetem seus empregados a condições de trabalho inseguras e que beiram ao trabalho escravo. TrueCost ainda aborda as consequências danosas desse consumo desmedido, como esgotamento dos recursos naturais, o uso de pesticidas e sementes modificadas geneticamente para manter a produção de algodão alta o suficiente para atender a demanda da produção, a consequente poluição do meio ambiente e problemas de saúde decorrentes dessa poluição.

 

5 – Beleza natural

Nós estamos tomando consciência dos danos que causamos pela nossa forma de produzir. Por isso estamos, cada vez mais, tomando consciência para assegurar que tudo que nos rodeia é feito de maneira ética e sustentável, e que quanto mais próximo do natural, melhor. Além do quimicamente e ecologicamente natural essa tendência está sendo presente na área de beleza também. No Bate Papo do Barra Fashion Days, que teve em abril, com Vanessa Rozan e Fabiana Gomes sobre as tendências de maquiagem, elas reforçaram ainda mais sobre a questão da beleza natural. É cada vez menos fazer sobrancelhas padrão, mais pele natural, orgânica, poros, sardas, tapar/enganar menos, valorizando o brilho natural que a nossa pele tem.

 

6 – Alimentação saudável

A consciência de que alimentos orgânicos não são apenas saudáveis, mas também eco sustentáveis fez o aumento desses alimentos no país. As plantações orgânicas apresentam um ritmo de produção distinto da agricultura tradicional pelo tempo, que é mais lento, e também pelo uso dos recursos naturais. Um exemplo dessa consciência são as hortas colaborativas que estão surgindo em condomínios e bairros.

 

Com a conscientização dos efeitos causados por conta do consumo destrutivo, as pessoas estão se desintoxicando de tudo que possa ser prejudicial a elas e ao planeta. As pessoas estão dispostas a comprar menos e comprar com qualidade.

Tudo está vinculado ao minimalismo. Gasto mínimo em tempo, dinheiro, menos desperdício. Desintoxicar de todos os nossos impulsos e outros comportamentos de consumo se tornou a prioridade de muitos.

Entre comportamento de consumo e mídia, nós queremos reduzir tudo para uma vida simples.

Qualquer coisa que pareça ameaçador e nocivo para si será eliminado. E é por isso que as práticas de mentalização, meditação se tornaram mais frequentes entre jovens. Fugir do mundo comum para achar seu centro. Se tornar mais consciente de si e de todas as decisões e de como elas impactam a saúde mental, corporal e nossos arredores.

Hoje buscamos formas de aumentar a harmonia no nosso estilo de vida para proteger nossas mentes, energizar nossos seres, nutrir nossos corpos e enriquecer nossas almas. Como resultado do paradigma da hipermodernidade líquida, o círculo do bem-estar é um equilíbrio fluido entre minimal e ornamental, lento e rápido, natureza e cultura, retiro e conexão, passado e futuro.

Em um mundo constantemente conectado, parece difícil ficar offline e nessa constante necessidade de bem-estar tendemos a desejar uma casa que nos dê paz e harmonia. Vale salientar que a “casa” não está apenas ligada ao nosso lar onde vivemos, mas tudo o que convivemos.

Exemplo:

De 2015 à 2016 surgiu uma tendência de estética “clean” no Instagram onde o perfil é tomado por fotos com grandes espaços em branco. O que muitos não perceberam é a paz causada em perfis que utilizam dessa estética, e essa sensação de limpeza de algo que é seu está incluso na palavra casa. Entendeu agora?

Claro que, em uma era de excesso de informações, as pessoas vão encontrar descanso na casa, onde seus móveis, tecidos e produtos de design são infundidos com perfume ou revelam texturas que apelam para o bem-estar.

 

 

CORES, MATERIAIS, FORMAS e SENSAÇÕES:

Texturas naturais e orgânicas serão apreciadas. Uma paleta neutra com tons de pele e um ponto de cor são desejáveis e relacionados à esse comportamento de detox. A compra de um modo de vida equilibrado e harmonioso, a ênfase será colocada em trazer o elemento humano de volta ao design.

PROTEGER

A tendência é toda sobre proteger nossas necessidades físicas, mas sobretudo psicológicas. As cores aqui refletem a ideia de pureza, leveza e silêncio, quer encontrada à luz do dia ou à noite.

Esta tendência prediz um design estético limpo, ou nítido, discreto. Ele vai de mãos dadas com uma versátil gama de produtos de bem-estar e programas de desintoxicação. Como mercadoria valiosa e rara, o silêncio ocupa um lugar central.

Torna-se um antídoto para um mundo onde estamos constantemente conectados e cada vez mais sentir o desejo de desligar e fazer-nos algum bem.

Não é a toa que o minimalismo está em evidência.

Não é a toa que você quer um tênis ou bota branca.

Não é a toa que o look total white está na moda.

 

NUTRIR // design sensorial

As paisagens urbanas e naturais convergem e geram um mundo novo e sustentável. O foco é tornar as áreas verdes. A ênfase é no verde com cores que celebram a beleza de uma tonalidade verde e seus elementos ambientais como terra, pedra, castanho escuro e cinza, em harmonia com elementos como o solo.

Os materiais naturais são acoplados com o projeto pioneiro. Produtos artesanais desempenhar um papel especial no processo, acentuando a beleza da fonte.

Não é a toa que você está amando colecionar cactos e suculentas.

Não é a toa que a Pantone elegeu o verde Greenery como a cor de 2017.

Não é a toa que os palettes tomaram conta da decoração de muitas casas.

 

Nada é a toa. Fiquem atentos aos sinais.

Fotos por Mariana Teles
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